Adoção de animais com apoio e responsabilidade. Por que não?

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Esta abordagem tem como intenção fazer com que pensemos o que realmente é importante para adotarmos um amigo de quatro patas. Até que ponto é justo nosso julgamento e critérios para que se permita dar um lar para eles. E quem disse que quando atendido suas necessidades básicas, eles não são tão felizes quantos os que tiveram o privilégio de receberem muito mais.
Estes dias estava olhando o facebook nos grupos de animais e comecei a questionar algumas coisas sobre adoção responsável. 

É claro que não discordo do fato de que, quando adotamos um cão ou um gato, precisamos levar em conta vários fatores em consideração:

  •  A família toda deseja este animalzinho em casa?
  • Ele tem que ser desverminado várias vezes no ano;
  • Quando e quais as vacinas deve receber;
  • Onde vai dormir? 
  • Que tipo de alimento irá fornecer?Quem vai alimentar?
  •  Precisa levar para passear ou o pátio é suficientemente grande para que possa se exercitar;
  • Terão tempo para lhe dar atenção, brincar, ver se esta bem?

Poderia passar horas citando cuidados e obrigações que devemos ter com nossos amigos de “quatro patas”, mas quando algumas pessoas falam de adoção responsável, independente da boa intenção em querer garantir tudo o que se acredita que esses animaizinhos tenham como direito, não podemos esquecer que estar alimentado, cuidado e amado é fatores fundamentais para um animal feliz.

Independente se tem acesso ao interior da casa, da marca da ração, se toma banho em casa ou vai ao pet. Ele precisa se sentir seguro, cuidado e amado. E quando isso acontece, percebemos de longe quando algo esta errado. Quando juntamos suas fezes, quando lhe oferecemos alimento ou carinho, percebemos quando ele não esta bem. Infelizmente, nem todos dispomos de dinheiro para levar o nosso amigo ao médico e as consultas, exames e medicamento não são nada baratos. 

O que faz as universidades de veterinária para incentivar a adoção de animais de estimação? E os veterinários de consultórios particulares? Será que já pensaram na possibilidade de disponibilizar uma ou duas consultas por dia sem custo para quem adotou e precisa de ajuda?
Quem somos nós para decidir se é melhor para o animal ficar na rua do que em um lar simples, mas amado. E as empresas? Os abrigos não estão dando conta e todos merecem uma chance.
É preciso reforçar o que não pode ser tolerado, como correntes sem vai e vem longo (principalmente quando o animal é grande, bravo e com crianças e idosos dividindo o pátio). Ok. Corrente não pode. Mas é preferível um vai e vem a o animal enjaulado num espaço apertado. E ele deve ser levado para passear ou solto quando estiver sendo supervisionado…
Existem várias abordagens que sempre encontraremos de critérios limitantes para adoção e devemos estar cientes dos pós e contras ao adotar. Isso é adoção responsável e com certeza, se nos esforçarmos, teremos soluções plausíveis para manter nossos amigos seguros.

Iniciativas como doar alimentos para cães e gatos para quem não conseguiu comprar…; castração e consultas gratuitas ou com o mínimo custo já existem, mas são muito poucos para dar conta dessa imensidão de animais abandonados, mal tratados, ou seja, resgatados na esperança de lhes oferecer uma vida melhor. Pessoas e empresas que disponibilizam casas e alimentos nas ruas, o que me encanta, mas ao mesmo tempo, não protege de maldades. Assim como os Moradores de rua, que estão sujeitos aos maus tratos. E o que acontece com os seus companheiros de quatro patas? São disponibilizados abrigos para humanos. E a família que é um animalzinho, onde fica? Quem vai protegê-lo se este for passar uma noite fria e chuvosa no abrigo?
Hoje existem planos de saúde para animais domésticos. Quando terá o SUS para eles? Afinal, não fazem parte da nossa família? Não merecem cuidados médicos?

Em um anuncio de doação de um cão no facebook estava como um dos critérios para não criar no pátio e empresas. Motivo: Não aceitava doar para se tornar cão de guarda. Mas quem disse que animal adotado para serem criados no pátio de uma casa ou em empresas tem como objetivo serem cães de guarda? Conheço pessoas que criam seus animais sem acesso a casa e eles são muito mais cuidados do que muitos outros que ficam dentro de casa. 

Eu, por exemplo, tenho meus grandes amigos de quatro patas que vivem conosco dentro de casa; outra que mora no pátio e não entra na casa, mesmo com a porta aberta e outras que vivem na empresa. Qual a diferença? Quase nenhuma. Todos são amados, castrados, desverminação, vacina e veterinário sempre que necessário. Recebem ração de qualidade, banho e cama.

A diferença? Os de casa muitas vezes ficam sozinhos ou com alguém os cuidando quando necessário enquanto trabalhamos, a do pátio no sitio, tem um espaço enorme para correr e é cuidada e amada pelos meus pais e por quem cuida da casa. E os da Empresa, só ficam parcialmente sós nos finais de semana e a noite. Posso garantir que todas são felizes e que o amor e o cuidado são prioridades. E todos são cães de guarda de diferentes formas e momentos, pois estão sempre atentos e dispostos a nos proteger. Isso eu vejo como amor. Eles se importam conosco. Eles conhecem todos que trabalham ou vivem nos locais onde moram e o tratamento é diferente para estranhos ao seu convívio.

 Ai eu pergunto: Será que a Diana e sua mãe Joana, que foram encontradas na estrada, abandonadas com outras duas irmãs. Se não tivéssemos acolhido, conseguido um lar para as outras duas, provavelmente estariam mortas por atropelamento. Estavam com sarna, pulgas e muita fome.

 Ou a Pretinha, que apareceu na empresa deficiente de uma pata. Foi alimentada, desverminada. Recebeu as vacinas e foi castrada. Nunca foi proibida de sair na rua e sempre ficava parada no portão a espera de alguém abrir para que pudesse entrar. Levava as colegas na parada e depois voltava. Até que um dia foi atropelado propositalmente e precisou receber platina na pata já deficiente. Talvez tenha que ser amputada por demonstrar sentir dores em determinados momentos. Já venceu ao câncer de vulva e vencerá muitas outras batalhas se depender de nós. Os gastos foram enormes, mas a preocupação de todos os envolvidos é imensurável. Por que amamos e nos importamos. Quando ela não esta bem, logo me chamam ou me ligam, pois todos cuidam e conhecem bem elas. 

A Shirley é a companheira da Pretinha. Foi encontrada atrás dos carros no nosso Box, em Porto Alegre. Estava literalmente apodrecendo viva e o odor era por demais desagradáveis. Precisou ser retirado um dos olinhos e tratamento nos ouvidos e na pele por mais de um ano. Levávamos ela até o veterinário quase que semanalmente no inicio. Até hoje necessita de atenção nos cuidados com a pele e ouvidos, mas conseguiu criar pelos e ter uma boa audição. Hoje ela é os dodói dos colegas. Ela é companheira e prefere ficar pelo pátio.

 Ambas tem acesso total em todos os espaços da empresa e as noites ficam pelos pátios com suas casinhas debaixo do telhado e atrás dos veículos para ficarem bem protegidas. A qualquer barulho ou movimento ficam atentas e até atacam os que não são autorizados a entrar. Isso é criar para ser guarda? Não. São seus instintos de proteção e lealdade. Assim como na minha casa, ou em qualquer lugar que estejam comigo. Por isso eu pergunto: Até que ponto temos o direito de definir o que é o melhor para eles, impondo situações limitantes e rígidas. O objetivo não é oferecer lugares seguros, com cuidados, alimentação e respeito ao animal? Nem todos os consideram como parte da família, o que é uma pena, mas temos que respeitar. Mas se este bem cuidado tem um lar e quem se preocupe com eles, na realidade atual, já não é um bom começo?


Enfim, acredito que precisamos encontrar lares para nossos preciosos amigos. Por isso, é importante educar, conscientizar e fiscalizar quando se faz necessário, para que todos tenham a chance de saber o que é ter um lar, uma família, serem cuidados, amados e respeitados. Então, que tal nos unir para proporcionar condições para que seja possível adotar com responsabilidade? Para que todos os amigos de quatro patas tenham as mesmas chances, de serem castrados e vacinados, se possível, antes de serem doados, já que um grande limitador real e não imposto, são as condições financeiras de arcar com mais um gasto na família.

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